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terça-feira, 7 de outubro de 2008

É hora de planejar a migração para o IPV6...

A versão atual de IP já não comporta o crescimento do volume de domínios. a data exata para a escassez do endereço IPv4, impedindo o potencial de crescimento da rede, foi estimada para daqui 24 meses, em 2010, sendo que seu esgotamento deve vir logo depois disso.

Discussões envolvendo o IPv6 foram debatidas durante toda esta década, começando com as questões de quando e porque implementá-lo. O problema com o espaço de endereço da rede na Internet foi se aproximando em silêncio para organizações que planejam o crescimento de suas redes. Sempre houve um horizonte, ainda que distante.

Aplicações e comunicações comuns conectadas na rede não exigem IPv6. As redes têm sido altamente estáveis com o IPv4, assim como suas alocações de espaço para os endereços. Porém, o IPv4 oferece um teto exato de 4,3 bilhões de endereços. Cada dispositivo conectado à Internet exige um único endereço. Por pura sorte é que, através de conquistas táticas, como translação do endereço NAT, aumentou-se a vida do IPv4.

Mas como Bob Dylan uma vez cantou, "The times, they are a-changing" (os tempos estão mudando), e a data exata para a escassez do endereço IPv4, impedindo o potencial de crescimento da rede, foi estimada para daqui 24 meses, em 2010, sendo que seu esgotamento deve vir logo depois disso.

Pensando em termos de meses, não anos, muda o jogo para os que projetam TI. O IPv6 oferece endereços sem limite, em trilhões, entre outros benefícios, como simplificar redes com auto-configuração de dispositivos móveis.

Acalmando Receios

Há algumas questões para se ter em mente durante o planejamento para IPv6. Primeiro, não há um case único de adoção de IPv6 que possa ser aplicado em todas as organizações, e isso deve variar muito. No entanto, uma constante é que o melhor caminho para o progresso está em adquirir a última inteligência e planejar de forma ampla.

Novas tecnologias sempre trazem dúvidas e medos. Desde 2000, houve quatro objeções primárias sobre o IPv6, sempre com algum exagero: Equipamentos de rede, switches e dispositivos ainda não davam o devido suporte a ele; o IPv6 exigia muitos "inchaços e contusões" para ser instalado; o IPv6 não tinha aplicações adequadas; e o IPv4 permanecia funcional com tempo e espaço de endereço IP suficientes.

Estes medos tinham mérito em algum momento, porém, estão sendo "acalmados" por comunidades de usuários e distribuidores, que vêm submetendo o novo padrão a testes dentro de ambientes acadêmicos, militares e governamentais. Esses testes focam em conformidade, interoperabilidade, funcionalidade e performance. Agora, o IPv6 já é encontrado nas principais switches Ethernet.

O IPv6 Forum, um grupo de distribuidores mundiais, ISPs, pesquisadores e institutos educacionais, tem se reunido para promover a adoção. Em paralelo, o laboratório de interoperabilidade da Universidade de New Hampshire (University of New Hampshire InterOperability Laboratory UNH-IOL) vem conduzindo testes como o Moonv6 1 nos equipamentos dos distribuidores para garantir que eles passem com sucesso pelos dois testes de interoperabilidade e ofereçam conformidade com os testes do IPv6 Forum para receber um "IPv6 Ready" Logo2. O resultado dos testes tem demonstrado a confiabilidade e interoperabilidade das soluções IPv6. Switches Ethernet e sistemas operacionais também são suportados por IPv6 e IPv4 ao mesmo tempo, provendo translação de ambas tecnologias e oferecendo uma transição estável aos usuários.

A maior visibilidade veio com a plataforma do WindowsVista, que permite suporte tanto para o IPv4 quanto para o IPv6. O Windows XP e Windows Server 2003 foram os primeiros a implementar o IPv6 em sua arquitetura dual-stack, usada como blocos construídos para permitir o IPv6 dentro do Vista. O Mac OSX, da Apple, e o Linux também já vêm com o suporte IPv6, dando um menu mais amplo de opções de softwares para as organizações.

Colocar o IPv6 em ação tem exigido testes em situações ao vivo, como, por exemplo, o projeto Internet2, uma sociedade não lucrativa de instituições acadêmicas, que tem um grupo de trabalho dedicado a otimizar sua transição. O Internet2 atualmente usa o IPv6 com o suporte das instituições educacionais participantes. Distribuir IPv6 pode não ser tão difícil. Requer algum treinamento, mas é altamente utilizável com suporte para os principais protocolos routing (ex: multicast).

O que fazer a seguir? Planeje cedo

Guiar a necessidade pelo IPv6 é desenvolver a nova geração de dispositivos e serviços habilitados pela Internet. As organizações que desejam arquitetar suas redes para entregar um projeto duradouro, sem maiores atualizações mais à frente, devem incorporar os processos RFP para incluir suporte IPv6 em software e hardware, tanto nas switches de núcleo quanto nas da borda. Isso garante total controle da rede e evita futuras "surpresas". Enquanto algumas aplicações comuns de Internet já trabalham com IPv6, outras podem precisar de atualização e customização. A melhor maneira de conduzir uma aplicação IPv4 é substituir as antigas referências IPv4 API pela nova IPv6 APIs, utilizando o mapeamento um por um. Deste modo, a aplicação será apenas IPv6. Embora possa causar inconveniência aos usuários, isso garante transição e experiência estáveis.

Garanta suporte do IPv4 e IPv6

Como já é esperado que o IPv6 substitua gradualmente o IPv4, os dois precisarão coexistir durante a transição. A boa notícia é que redes avançadas podem rodar IPv4 e IPv6 simultaneamente ao longo da migração. Deste modo, as redes podem suportar igualmente funções como Quality of Service (QoS), multicasting e routing. Muitos dos protocolos routing e interworking foram estabelecidos para se adaptarem à transição para IPv6, com mecanismos que fornecem interoperabilidade para adoção gradual da tecnologia. Esses métodos de coexistência incluem dual-stack, tunneling e padrões de translação. Com dual-stack, as redes recebem suporte completo para IPv4 e IPv6 em routers e hosts. Com tunneling, o encapsulamento de IPv6 dentro de IPv4 é usado para atravessar redes IPv4. Finalmente, com a translação, cada protocolo permite que dispositivos IPv6 se comuniquem com dispositivos IPv4.

De qualquer forma, se você decidir adotar ou não o IPv6, é prudente garantir a segurança de sua infra-estrutura, através de recursos como Access Control Lists (ACLs) na rede e um firewall que cubra o transporte de tráfego IPv6. Isto porque ataques similares aos perpetrados sobre o IPv4, como o "Man-in-the-Middle", podem ser realizados usando IPv6. Assim, a rede IPv6 necessita estar em alerta para que os hackers não possam se auto-propagar através de mecanismos maliciosos, via máquinas-clientes capacitadas por IPv6, que poderiam ser implementadas sobre falhas de gateway da rede, passando a grampear o tráfego, alterar ou seqüestrar nomes de usuários, ou ainda capturar chamadas telefônicas de VoIP.

O IPv6 apresenta importantes melhoras à rede, embora essa mudança seja também um desafio. Portanto, profissionais de TI, com qualquer nível de necessidade, devem ter um plano sólido de crescimento, além de todas as informações em sua descrição. Somente assim é possível fazer uma transição estável. No final, a rede com IPv6 continuará a incorporar a agilidade de resposta e capacidade para aplicações e comunicações de missão-crítica.

Para quem quiser saber mais sobre o tema, recomendam-se os sites abaixo, que se referem a organizações internacionais focadas em Ipv6:
http://www.moonv6.org e http://www.ipv6ready.org

Wolfgan Lochner é Gerente de Produtos de Software da Extreme Networks.

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